Los Bife




   Letras profundas e contundentes e uma sonoridade capaz de derreter até o mais gelado dos corações: são essas características que jamais poderiam definir o Los Bife. A banda, que começou a tocar ainda em tempos de escola, tem como marca principal a auto-depreciação, misturando hardcore com música country, salsa e o que mais der na telha. Estamos falando de uma das chamadas "bandas para tocar ao vivo": quando for a um show do Los Bife, não estranhe estar numa rodinha punk e, de repente, se encontrar dançando quadrilha. As letras muitas vezes carregam alguma dose de humor, esse consideravelmente tragicômico. Aparentemente, as coisas não costumam funcionar da maneira adequada com os membros do Los Bife – não com um ou outro, mas com todos, já que todos participam nas letras. Mas enfim, é como diz o ditado: se a vida te dá um limão, esprema-o sobre seus olhos e saia por aí gritando "oh meu Deus, mas que dor horrível!".

   A banda é composta por Igor Leão (voz e guitarra), Felipe Ventura (guitarra, violino, voz e backing vocals) Eduardo Miceli (baixo, voz e backing vocals), Maurício Costa (guitarra e backing vocals) e Guy Charnaux (bateria). Basicamente, um sujeito com um aparente caso de epilepsia como frontman, um rapaz que largou matemática para estudar música no violino e guitarra, um ursinho carinhoso de dois metros de altura no baixo, alguém que tomou doses cavalares de café quando era ainda um bebê na guitarra e um psicopata em potencial na bateria. Incrível pensar como que isso funciona, mas enfim, funciona…


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Maldita





Maldita é uma banda de metal industrial do Rio de Janeiro.Formada em meados de 2001, tem como sua atual formação Erich (vocais), Fernando (vocais), Lereu (Guitarras), Magrão (Baixo) e Vidaut (Bateria). Em 2005 lançaram seu primeiro disco: Mortos ao amanhecer e nesse ano realizaram o total de 53 shows pelo brasil. E em 2007 lançaram seu segundo disco, o Paraíso Perdido . Gravaram o video clipe documentário, Bastárdos da América na favela da rocinha que mostra como o rock n roll sobrevive em um lugar que a maioria das pessoas ouvem outros ritmo mais populares. Nessa turnê participaram de diversos festivais independentes e abriram shows para o Marilyn Manson. E logo depois em 2009, a Maldita parte para sua primeira tour na europa; Beyond The Chaos Tour onde fez uma bateria de 11 shows na Holanda e 1 na Bélgica. E nesse mesmo ano tocaram no festival Maquinaria ao lado de Faith No More, Deftones, Jane's Addiction, Sepultura, Nação Zumbi e Suicidal Tendencies. Em março de 2010 participaram do programa Estilos Brasil (Fashion Tv) que foi apresentado por Andreas Kisser (Sepultura) e tratava sobre o tema de bandas de Rock na comunidade da favela da Rocinha. Durante a apresentação da banda, o ícone do metal pegou uma guitarra e dividiu o palco com a banda.

E logo veio o terceiro CD Nero (2010) Com produção assinada por Stanley Soares, produtor de dois discos do Sepultura. Reconhecidos pelos fãs do rock, metal, gótico e industrial a banda Maldita faz sua primeira grande tour no nordeste que incluiu 7 cidades. O tempo foi passando, a banda fazendo diversos shows pelo Brasil e em seguida veio uma proposta inusitada e explosiva, lançou em 2012 o EP “Montagem”, um nome que já anuncia a mistura polêmica entre o ritmo mais popular do Rio de Janeiro e o rock pesado. Houve também uma outra grande novidade: à convite de Vidaut, o vocalista Fernando Crazy é o mais novo integrante agrupado para contrastar à tonalidade de Erich e que, juntos, somam neste novo trabalho. Logo depois partiram para sua segunda tour na europa com o total de 40 dias, a maldita desperta uma enorme curiosidade nos gringos que lá estavam presentes no shows; apresentaram de vez os batidões do funk carioca em perfeita conjuntura com o metal pesado. A banda que já alcançou o público estrangeiro, se prepara para as gravações do seu 4° disco previsto para o final de 2013.


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Subburbia



Subburbia tem sido um pouco esse tipo de banda que muda de companheiros de banda como picaretas. Foi uma longa jornada para encontrar as pessoas certas e o som certo. Há dois anos, Subburbia é a mesma banda: Emil, o líder e único membro original, Ernani, que já estava tocando synth quando Vir se tornou o baterista e Marina adicionada a guitarra e vocais. Esta combinação resultou em seu novo som: espirituoso, sexy e caótico. Mesmo com constantes mudanças, Subburbia conseguiu tornar-se uma das bandas indie mais badaladas do país. Culpar a Emil, cujo desempenho é bastante difícil de esquecer e seu novo ep, PENTAGRAMA, que é um violento alargamento de fãs na gama do Subburbia.

Dois rapazes que se conheceram quando os Stone Roses estavam balançando, o rádio brasileiro e duas meninas que abandonaram a escola, que não pode acabar como algo diferente de fazer música.Na imprensa brasileira, Subburbia é comparado com o CSS o tempo todo. A banda obviamente a odeia, mas admite que há algumas coisas em comum e espero que muitos outros que os separa. Esta comparação tem não muito a ver com seu som, mas  com seu concerto, que  pode colocar você em um determinado estado de espírito .
 Subburbia não soa muito brasileiro. Soam realmente... novos e mais perto da realidade do nosso mundo untethered. Eles pretendem provar isso direito no  Reino Unido e na Europa em sua turnê, indo por esse ano ainda. A banda é curitibana e vale a pena conferir o som deles sem dúvida.


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Esperanza




   Eles usam referências gringas, preocupam-se com as letras, gravam e editam seus próprios clipes e vieram de Curitiba. São indies. Eles tocam na rádio, têm clipes na televisão, refrões chiclete e contam com distribuição nacional. São mainstream.
   O Sabonetes parece ser a improvável união entre esses dois mundos aparentemente distantes, o do conglomerado de empresas fonográficas que ditou a moda musical no Brasil nas últimas décadas e o da ascendente cena independente fomentada pela internet e por um público mais crítico.
   A banda começou em 2004 como brincadeira entre quatro amigos na faculdade de comunicação social da UFPR. Uma prova desse descompromisso é o nome, inventado às pressas para o primeiro show da banda, no centro acadêmico do curso.
   Sete anos depois a brincadeira tomou proporções não imaginadas, como o lançamento de um álbum, mudança estratégica para São Paulo e shows por todo o Brasil. O álbum, também chamado Sabonetes, foi lançado em dezembro de 2010 pelos selos Cornucópia Discos e Midas Music, do renomado produtor Rick Bonadio. Na verdade foi um relançamento das mesmas gravações que a banda havia disponibilizado para download um ano antes, com direito a duas faixas extras e uma arte nova.
   O disco foi gravado pelo produtor Tomás Magno nos estúdio Toca do Bandido (RJ) e Máfia do Dendê (SP). Nas 13 faixas, Sabonetes apresenta rocks disco-punk como Nanana e Descontrolada, passa por baladas estradeiras, como Hotel e Onde vai Parar, até as oníricas Boleros e Marcapágina. São músicas com diversas referências estrangeiras, do rock clássico ao recente, mas presença marcante de música brasileira.
Indie ou mainstream, isso pouco importa para os Sabonetes. O que eles querem mesmo é tocar para o maior número de pessoas e poder fazer parte desse grande universo chamado Rock Nacional.
Sabonetes, resenha.
   Ganhei o disco dos Sabonetes em meio a um monte de outros discos promocionais , estava em Sao Paulo voltei para o Rio no dia seguinte estava com o carro estacionado no aeroporto , chovia pesado , com a chuva o transito ficou parado e eu comecei a ouvir a serie de discos novinhos.
   Botei o primeiro , nada demais , botei o segundo , cantora de MPB meio chata, só regravaçoes obvias. O terceiro era um disco de uma banda igualzinha ao Los Hermanos , haja paciencia.
   Quando botei o Sabonetes fiquei feliz por estar no transito e ter o tempo que as vezes nao tenho de escutar um disco bom de uma banda nova , do inicio ao fim.
   E vai bem do inicio ao fim , a voz desesperada de Artur , os arranjos , a base as guitarras seguram a atenção , a produção de Tomás Magno , pupilo de Tom Capone , hoje pra mim um dos melhores produtores na ativa.
   Se voce nao ouviu , voce nao sabe o que está perdendo.


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Diablo Motor





   O Diablo Motor não é tecnobrega, não flerta com o eletro e nunca vai aparecer no programa da Regina Casé. Conforme pode ser conferido no pôster malucaço que vem encartado neste álbum de estreia, Rafael Sales (voz), Filipe Cabral (guitarra e voz), Bruno Patrício (baixo) e Thiago Sabino (bateria) estão a galáxias de distância do mundo fashion. Ou seja, a chance de vê-los estampados em editais de moda indie é nula.

   Apesar de virem da terra de Chico Science, não iremos encontrar um único tambor de maracatu na música do Diablo Motor. Até uma pulga sabe que, pro Rock, percussão é responsabilidade da bateria. E o som de bateria que pula dos alto-falantes (espero que ninguém ouça esse disco em caixinhas de computador) é gigante! Cortesia, claro, do produtor Iuri Freiberger, que também é baterista. Existem outros produtores creditados no disco, mas o leme desta embarcação sonora está nas mãos do gaúcho Jack Bauer, que já gravou meio mundo do Rock brasileiro e possui a incrível qualidade de registrar a verdade dos artistas com quem trabalha – seja a atmosfera power pop de um Frank Jorge, a urgência dos Walverdes ou a demência dos Mechanics.

   Mas o mais importante é que no Diablo Motor não existem ecos dessa coisa cada vez mais institucionalizada chamada MPB. Nem a velha e nem a nova. Nenhum rastro de Caê ou do ex-ministro. Tampouco da moçada que nasceu indie (de novo essa palavrinha miserável) e que agora segue naquela trilha com cheiro de dendê. Nada do som das divas, que diluem hoje o que já era cópia na Marisa Monte de 20 anos atrás. E muito menos dos sofridos rappers hypados, que têm na playboyzada classe média branca a fatia mais rentável de seu público. Me resta repetir mais uma vez: se seu negócio não é Rock, nem perca tempo ouvindo o Diablo Motor.

   Dez pedradas old school. Isso é o que a banda entrega numa embalagem bonita de dar gosto. Arranjos venenosos, riffs viciantes e um vocalista inspirado – que abre o gogó com técnica, mas sem frescura – dão a tônica do disco. As letras (em português!) sobre mulheres, cerveja e baladas resgatam uma despretensão que anda sumida do pedaço e funcionam como vetor da energia em estado puro que emana dos caras. Não é gratuito o fato deste primeiro álbum ser homônimo. O Diablo Motor caminha no ombro de gigantes como Led Zeppelin, Black Sabbath e Kiss, mas sem aquela abordagem artificial de uma banda retrô que tenta encapsular estilos musicais numa bolha à prova do tempo. Traduzindo, o Diablo Motor não quer viver o pastiche metido a cool de ser uma banda vintage. Eles apenas são o que são, constituídos pela melhor tradição do Rock Pauleira – se você tem mais de 30, sabe o que eu quero dizer.

   2013. Vivemos tempos estranhos. Num panorama musical dominado por hypes virtuais tão instantâneos quanto descartáveis, onde a aparência é uma necessidade e a discordância um pecado mortal, o Diablo Motor equivale a sair do facebook e curtir a vida na carne. Abra uma cerveja, coloque o CD no aparelho de som do seu pai e deixe a música te atingir. Se você gosta de Rock, pode consumir sem moderação.
                                                                                                                                      by:Márcio Jr.


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Selvagens à Procura de Lei




   Selvagens à Procura de Lei se formou em 2009, quando Gabriel Aragão, amigo de Nicholas Magalhães, conheceu Rafael Martins (que era amigo de Caio Evangelista), na faculdade. Logo a banda já estava formada, apesar de ter conseguido algum reconhecimento apenas no ano seguinte, com "Doce/Amargo" .        Em 2010, a banda lançou seu primeiro EP, Talvez Eu Seja Mesmo Calado, Mas Eu Sei Exatamente o Que Eu Quero, seguido de outro, chamado de Suas Mentiras Modernas , chamando a atenção do público, especialmente com sua canção "Mucambo Cafundó". O grupo ganhou destaque no cenário musical de Ceará e se tornou a primeira banda fixa no Órbita Bar , se apresentando na primeira sexta-feira do mês. A popularidade do quarteto foi crescendo, o que levou à sua participação nos festivais Ponto CE 2010 , Ceará Music 2010 , Festival das Juventudes 2010, Jeri Eco Cultural 2010 e Rock Cordel 2010. No ano seguinte, o grupo lançou seu primeiro álbum de estúdio, intitulado Aprendendo a Mentir, produzido por Iuri Freiberger, gravado nos estúdios Casona, em Recife, e masterizado em São Paulo. O trabalho reuniu regravações e cinco canções inéditas . No mesmo ano, lançou dois videoclipes oficiais, "Amigos Libertinos" e "Mucambo Cafundó" . Ainda em 2011, participou do festival 8º Gig Rock, no Beco 203, em São Paulo , dentre outras performances, como o Festival Planeta Terra . Em 2012, a banda lançou ainda um novo EP, Lado C, que incluiu duas canções novas e um cover de Milton Nascimento e Fernando Brant, "Travessia".      No mesmo ano, concorreu ao prêmio VMB 2012, na categoria Aposta MTV . No prêmio Multishow 2012, dividiu o palco com Capital Inicial , tocando "Fátima" e "Mucambo Cafundó" . Também participou novamente de festivais como Ceará Music 2012 . O grupo anunciou que pretende lançar um novo álbum em 2013. A respeito do futuro trabalho, o integrante Gabriel Aragão afirma que "antes era uma coisa mais jovem, mais explosiva. Vamos apresentar agora canções com personagens e temáticas mais profundas e reflexivas. Além do que, vai ter piano e violão".


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fabulous bandits




Formada em 2006 na cidade de Londrina (PR), a banda Fabulous Bandits é considerada uma das expoentes do hillbilly, gênero musical norte-americano que, posteriormente, recebeu denominações como country e bluegrass. A inusitada combinação de banjo, cajon, contrabaixo acústico, steel guitar e violino aliada às temáticas do velho oeste cantadas, na maior parte, em português é a marca registrada de “Red Foot Pride”, primeiro cd lançado em 2009. Em 2010, ao lado da banda The Dead Rocks, ícone da surf music nacional, a Fabulous Bandits realizou o projeto “Dead Bandits Tour”. Durante 23 dias, a turnê viajou pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Goiás e Minas Gerais com o apoio do Portal MTV. No total, foram 17 shows, mais de 6.000 km percorridos por seis estados do território nacional. Gravado no início de 2011 e intitulado “CHUMBO GROSSO”, o novo registro da banda Fabulous Bandits traz 10 composições, entre inéditas e regravações. O álbum apresenta leva a assinatura de Michel Kuaker, produtor musical, sound designer, músico e compositor com vasta experiência.









                                             

Amor e restos humanos



A banda AMOR E RESTOS HUMANOS surgiu em 1998 na pequena cidade de Arambaré, no interior gaúcho. Após o fim da banda The Worms, devido a saída do guitarrista Dilnei Cunha , os remanescentes Eduardo Castro (vocal/baixo) e Anderson Altíssimo (bateria) procuravam por um guitarrista que se encaixasse no perfil da banda, ou seja, alguém que gostasse de rock n` roll, delinqüência, cerveja e que de preferência soubesse tocar alguns acordes. Mas onde encontrar um sujeito assim numa cidade mais propensa a gaudérios ,pescadores, fofoqueiros e politicuzinhos ? Quando os dois já estavam desistindo e cogitando a possibilidade de substituir a guitarrista por uma motosserra, eis que surge Geraldo Fernandes, um garoto meio maluco e exímio instrumentista autodidata que vindo de Porto Alegre viria morar definitivamente em Arambaré. Dês de o inicio a exemplo da banda anterior dos integrantes, o empenho foi concentrado em criar musicas propias e tentar se distinguir da pasmaceira característica das bandas do interior . Influenciados por psicodelia de garagem, punk e pós punk, folk rock, power pop e outros estilos, já passaram a criar suas propias composições , além de fazer eventuais shows na região. Mais tarde resolveram incorporar um outro guitarrista para preencher os buracos deixados na hora dos solos, já que o equipamento sempre foi mais do que precário . Diego De Leon assumiu a guitarra base, sendo logo substituído por Gean Lima , esta formação seguiu tocando de graça em botecos, garagens e casinhas dos fundos de seus integrantes até fim de 2001, começo de 2002, quando após a mudança de cidade dos integrantes Anderson e Gean , deu uma congelada sem jamais decretar um fim oficial. Eduardo e Geraldo seguiram dedilhando seus instrumentos e queimando mato, mas preferiram não usar o sagrado nome Amor e Restos Humanos. Após um ano de depressões profundas por parte de fãs e propostas milionárias, a convite de Toni Gonçalves(guitarra) e Roger Gonçalves (bateria), dois primos oriundos de uma formação de death metal (?!) , resolveram unir forças e retomar para o bem da humanidade com a banda tocando as antigas canções e criando novas , mantendo sempre o estilo de pretensão “avacalhada” e despretensão predestinada. De lá para cá vem fazendo shows em Porto Alegre, tais como no festival da diversidade no Auditório Araújo Viana, no bar 8 e 1/2 em festas da UFRGS e em outros lugares , entre 2003 e 2004 gravaram oito faixas no Ritual Room studio em Camaquã e em setembro de 2004 mais seis faixas gravadas ao vivo no Dham studio em Porto Alegre. Dês de então, convictos de suas inúmeras qualidades musicais e antropológicas aguardam o despertar de um novo dia , quando a humanidade enfim se renderá aos seus pés.